IF SUDESTE MG DECIDE POR NÃO ADOTAR AULAS VIRTUAIS DURANTE A PANDEMIA E DIVULGA ORIENTAÇÕES SOBRE ATIVIDADES DOCENTES

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O IF Sudeste MG rejeitou a possibilidade de adotar o ensino à distância como solução para a continuidade do calendário acadêmico durante a pandemia do novo Coronavírus, em decisão no último dia 6 de abril (clique aqui para acessar). Além disso, publicou, nesta quinta-feira, 9, a Instrução Normativa Nº 01, com orientações gerais sobre atividades docentes durante, que pode ser acessada clicando aqui.

As entidades representativas de Técnicos Administrativos e Docentes de todos os campi do IF Sudeste MG, Sinasefe, Sintufejuf e APES, tem se empenhado desde o início da crise para proteger a saúde e segurança de todas as pessoas que fazem parte da comunidade acadêmica e escolar. Mais do que isso, as instituições também se uniram em defesa do oferecimento de uma educação de qualidade.

Em 17 de março, o Ministério da Educação autorizou a substituição das aulas presenciais pela modalidade virtual, enquanto durar a pandemia. As entidades sindicais, no entanto, defendem que tal medida pode precarizar o ensino e as atividades docentes, assim como aprofundar as desigualdades sociais: “Neste momento é fundamental garantir que as políticas públicas de inclusão social, como as políticas de assistência estudantil e de inclusão, prevaleçam em relação a implantação de ferramentas para estudo remoto como paliativo. É fundamental considerar as diferenças socioeconômicas para não se aprofundar desigualdades diante de uma situação tão grave”.

De acordo com o secretário de Imprensa e Divulgação do Sinasefe Rio Pomba, Wildson Justiniano Pinto, a decisão do IF Sudeste MG “foi acertada. O EAD tem o seu papel importante só que tem que ter calma. Nós não estamos preparados, além de termos a pressão do mercado por sua adoção indiscriminada. Então onde está o nosso papel como profissional? Será que no ensino médio e integrado cabe o EAD? Lógico que não. Não é toda modalidade que aceita. Então essa é uma discussão que nós não travamos. Não é agora, de forma atabalhoada que vamos adotar para evitar que a gente perca as férias do mês de janeiro”.